Como o IPCA+ entra no contrato?
Em um financiamento imobiliário IPCA+, o indexador corrigindo o saldo devedor. A taxa de juros incide sobre o saldo já corrigido. Isso significa que, se a inflação for positiva, o saldo devedor cresce antes mesmo dos juros serem aplicados.
Na prática, a parcela pode subir durante boa parte do contrato, mesmo em uma tabela SAC, porque o efeito do IPCA pode superar a amortização no início.
Simulação prática
Comparemos um financiamento de R$ 100 mil em 360 meses em dois cenários:
- IPCA+: taxa de 10% a.a. + IPCA de 5% a.a., sistema SAC.
- TR+: taxa de 12% a.a. + TR de 1,5% a.a., sistema SAC.

As parcelas do IPCA+ começam menores do que as do TR+ durante quase 2 anos (45 meses). Depois, continuam subindo até começar a cair por volta do 20º ano. Ao final de 360 meses, a parcela IPCA+ pode ser aproximadamente 3 vezes maior do que a parcela final do TR+.

O saldo devedor do IPCA+ cresce até aproximadamente 115 meses (quase 10 anos) antes de começar a cair. Esse comportamento é esperado, mas precisa ser conhecido antes da assinatura do contrato.
Quando o IPCA+ pode ser favorável?
- Quando você precisa de parcela inicial menor e orçamento apertado.
- Quando planeja quitar antecipadamente ou fazer amortizações extraordinárias.
- Quando a instituição aprova maior valor de crédito com IPCA+.
- Quando parte da sua renda ou investimentos é corrigida pelo IPCA, "casando" receita e despesa.
- Quando é a única alternativa disponível para o valor do imóvel desejado.
Compare a proposta IPCA+ com a taxa pré-fixada e com a TR+. Simule o valor da parcela e do saldo devedor nos próximos anos e avalie se o seu planejamento financeiro aguenta cenários de inflação mais alta.